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CTP e APAVT favoráveis a obras no Aeroporto de Lisboa

11JUN24 – A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), consideram ser necessária uma solução a curto e médio prazo que aumente a capacidade aeroportuária em Lisboa até existir infraestrutura em Alcochete.

O presidente da Confederação, Francisco Calheiros, depois de saudar a decisão tomada pelo Governo, considera que a obra do novo aeroporto, em Alcochete – irá demorar a concretizar-se.

“Para fazer tudo (um aeroporto de raiz), os alemães – para falar do rigor alemão – demoraram mais de 16 anos a fazer (o aeroporto de) Berlim. Portanto, não acredito que Alcochete esteja pronto antes no mínimo nessa data. Logo, aquilo que a CTP coloca como questão é: e até lá? O que a CTI disse é que iria haver soluções de curto, médio e longo prazo. Perguntei no dia da apresentação do concurso onde é que está essa solução e até agora não me responderam”, disse Calheiros.

Sobre o aumento de capacidade que poderá resultar das obras no aeroporto da Portela, o presidente da CTP afirmou que “agora dizem que sim. Que com o novo sistema da NAV, que com as alterações que se vão fazer (…) vamos ter mais capacidade. Espero que sim, porque há uma coisa que essa é mesmo real: recusámos mais de um milhão de turistas no ano passado e este irá ser igual. Estamos à espera de saber qual é que é a alternativa que o Governo vai pôr a esses ‘n’ anos que vai demorar a construir Alcochete”, lamentou.

Por seu lado, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, disse que “sabemos que há ainda um processo grande para levar por diante. Sabemos que haverá, certamente, muitas lutas, aliás, já anunciadas com as associações ecologistas e, portanto, é uma decisão que está tomada, mas não é um aeroporto que está feito. Por essa razão e por antever que este processo se desenrolaria desta maneira que sempre apoiámos, ou sempre tivemos a mesma posição da Confederação, que seria necessária uma solução de médio prazo que era o Montijo e é uma pena não estar a ser desenvolvida”.

Não sendo assim, este responsável diz considerar “cada vez mais importante” o desenvolvimento das obras em Lisboa, que “sejam rápidas e que tenham bons resultados do ponto de vista da capacidade de resposta do aeroporto” que está muito limitada.