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Ryanair regista lucro de 1.917 ME no mais recente ano fiscal

21MAI24 – A low cost irlandesa Ryanair anunciou um lucro de 1.917 milhões de euros no último exercício fiscal, encerrado a 31 de março, representando um aumento de 34% em relação ao período homólogo anterior, quando registou 1.428 milhões de euros.

Em comunicado agora divulgado, a Ryanair afirma que o seu tráfego aéreo cresceu 9%, atingindo 183,7 milhões de passageiros, apesar dos atrasos na entrega de aviões pela Boeing. A receita da empresa aumentou 25%, totalizando 13,44 mil milhões de euros até março passado.

Michael O’Leary, CEO da Ryanair, explicou que o preço das passagens aéreas aumentou 21% no mesmo período, chegando a 49,80 euros por bilhete. Este aumento deve-se à recuperação do tráfego aéreo durante um primeiro semestre “recorde”, impulsionado pelas férias da Páscoa no final de março.

A receita por passageiro cresceu 15%, compensando o aumento significativo de 32% nos custos com combustível, que totalizaram 5,14 mil milhões de euros. A empresa destacou o mercado italiano como o principal contribuinte para o volume de negócios global, com 2.853 milhões de euros (+20%), seguido pelo mercado espanhol, com 2.416 milhões (+28%), e pelo britânico, com 2.031 milhões de euros (+27%).

Para o próximo ano fiscal, O’Leary anunciou planos para transportar entre 198 e 200 milhões de passageiros, um aumento de 8%, desde que a Boeing cumpra o calendário de entrega de aeronaves antes do final deste ano. A Ryanair possui atualmente uma frota de 146 aviões ‘B737 Gamechangers’ e espera aumentar esse número para 158 até ao final de julho, embora ainda seja inferior aos 181 contratados.

O’Leary alertou para a capacidade limitada de voos de média distância dentro da União Europeia, embora a procura por bilhetes para este verão seja “positiva”, com uma recuperação das reservas antecipadas comparada ao mesmo período de 2023. No entanto, destacou que ainda é cedo para uma análise precisa dos resultados previstos para o próximo ano fiscal.

“O resultado final do ano fiscal de 2025 dependerá em grande parte da capacidade de evitar eventos adversos durante o ano, como guerras na Ucrânia e no Médio Oriente, perturbações causadas por greves de controladores de tráfego aéreo ou novos atrasos nas entregas da Boeing”, concluiu.