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BestFly informa que TICV suspende operação em Cabo Verde

24ABR24 – A companhia aérea angolana Bestfly anunciou que vai deixar Cabo Verde e culpou o “ambiente de negócios tóxico e punitivo”, criticando a forma como foi tratada pelas autoridades.

“A BestFly World Wide, acionista maioritária da Transportes Interilhas de Cabo Verde (TICV), tomou a difícil decisão de deixar de operar definitivamente em Cabo Verde e suspender a operação da TICV no país”, referiu a companhia aérea em comunicado, acrescentando que o pedido de suspensão já foi apresentado junto da Agência de Aviação Civil (AAC) de Cabo Verde.

A TICV – Transportes Interilhas de Cabo Verde anunciou, em comunicado, “que foi surpreendida com a receção, no dia 19 de abril de 2024, de uma carta da Agência de Aviação Civil (AAC) de Cabo Verde dando conta de que, após aprovação inicial, tomou a decisão de revogar a aprovação que tinha concedido para o contrato de wet lease de uma aeronave mobilizada para regularizar a conectividade interilhas em Cabo Verde e que já se encontrava no país”.

Segundo o mesmo comunicado, a entrada desta aeronave em Cabo Verde tinha como objetivo assegurar a manutenção do serviço prestado pela transportadora, suprindo a ausência de duas aeronaves que se encontram imobilizadas por motivo de manutenção.

“Mais surpreendeu a TICV que a justificação da revogação da aprovação do contrato de wet lease tenha decorrido do facto de a AAC considerar que “não é plausível” o enquadramento do pedido da TICV. No que a wet leases diz respeito, a regulamentação cabo-verdiana é clara: este mecanismo pode ser utilizado como reforço da frota ou devido à indisponibilidade da mesma em casos como trabalhos de manutenção. O enquadramento apresentado pela TICV para o pedido de aprovação do contrato de wet lease está ao abrigo e em total conformidade com a regulamentação local”.

A TICV recorda que o pedido de aprovação do contrato de wet lease, da maior importância para assegurar o bom funcionamento da ligação interilhas, deu entrada na AAC no dia 1 de abril de 2024, tendo sido tratado com uma morosidade que não se coaduna com a premência do pedido em análise.

No comunicado pode ler-se ainda que (…) “acreditando não estarem reunidas as condições para prosseguir com o trabalho que tem vindo a desenvolver, a BestFly World Wide, acionista maioritária da TICV, tomou a difícil decisão de deixar de operar definitivamente em Cabo Verde e suspender a operação da companhia TICV no país”.