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Em agosto, hóspedes e dormidas no turismo ultrapassam 2019

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Em agosto de 2022, o setor do alojamento turístico registou 3,4 milhões de hóspedes e 9,9 milhões de dormidas, os valores mensais mais elevados desde que há registo, correspondendo a crescimentos de 33,0% e 31,9%, respetivamente (+85,4% e +90% em julho, pela mesma ordem). Quem o diz é o Instituto Nacional de Estatística (INE), que publicou agora as estatísticas rápidas da atividade turísticas, referentes a agosto.

Por curiosidade, saliente-se que face ao mesmo mês de 2019, o melhor ano do turismo até ao momento, os hóspedes cresceram 1,2% e as dormidas aumentaram 2,8%.

De acordo com o INE, as dormidas na hotelaria, que pesam 81,1% do total de dormidas, aumentaram 32,1% face a agosto de 2021 e 2,8% comparativamente ao mesmo mês de 2019.

No que concerne às dormidas de residentes, ficaram abaixo do máximo histórico registado em 2021, com o mercado interno a contribuir apenas com 3,7 milhões de dormidas.

Já os mercados externos registaram 6,2 milhões de dormidas.

Entre janeiro e agosto, registou-se um aumento de 133,8% das dormidas totais, com aumentos de 33,7% nos residentes e de 278,4% nos não residentes.

Os principais mercados emissores de turistas aproximaram-se, em agosto, dos resultados registados em 2019, com o britânico a representar 17,7% do total das dormidas de não residentes, o que demonstra uma subida de 0,3% face a agosto de 2019.

Ainda comparativamente a agosto de 2019, as dormidas de hóspedes espanhóis diminuíram 3,1% e as de hóspedes franceses aumentaram 0,9%.

O mercado alemão (quota de 9,2%) aumentou 3,4%, enquanto o mercado norte-americano (quota de 5,7%) continuou a destacar-se (+28,3%), face a agosto de 2019, tendo apenas sido ultrapassado pelo mercado checo (+51,1%).

As maiores diminuições verificaram-se nos mercados brasileiro (-19,1% face a agosto de 2019) e sueco (-9,8%).

Apesar de se terem registado aumentos das dormidas em todas as regiões, a Madeira e o norte do país destacaram-se pelos aumentos mais expressivos, face ao mesmo mês de 2019, com subidas de 16,9% e 15,9%, respetivamente.

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