Cada companhia de cruzeiros tem o seu próprio ADN e isso faz a escolha

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A venda direta ao consumidor final é muito exigente, apesar de que a Melair se posiciona há muitos anos como multicanal, e inclusive permite que o cliente mude de canal, e são muitas as reservas efetuadas a bordo que são encaminhadas para as agências de viagens, o nosso canal com maior expressão. Quem o diz é Francisco Teixeira, diretor geral da Melair, empresa que representa em Portugal as companhias do grupo Royal Caribbean: Royal Caribbean International, Celebrity Cuises e Azamara.

Francisco Teixeira salienta ainda que a Melair tentou por várias vezes apresentar ao mercado nacional pacotes de “Fly & Cruise”. Todavia, acrescenta, os ‘timings’ das companhias de cruzeiros e da aviação são muito diferentes, e principalmente por esse motivo mantemo-nos, para já, no “Só Cruzeiro”.

A indústria de cruzeiros, pela procura constante e crescente de clientes, está a efetivar não só a conclusão dos navios já apontados no pré e durante a pandemia como também tem a intenção de construir mais e maiores navios. Mesmo com algumas inovações, será que não estão a ficar todos semelhantes na oferta?

– Não concordo que os navios estão a ficar todos iguais, apenas na dimensão, e até no ‘hardware’ exterior. Cada companhia tem o seu DNA bem definido e é bastante notado pelo passageiro, afirma Francisco Teixeira.

Refira-se que para crescimento do tamanho dos navios existem vários fatores importantes para a companhia, como também, para a oferta a bordo aos passageiros. Também a questão da navegabilidade está considerada de forma que os navios maiores possam navegar em segurança por várias regiões do globo.

Por exemplo, o mais importante do novo Icon of the Seas é o facto de vir a ser movido a LNG, salienta o diretor geral da Melair, esclarecendo ainda que a Melair não tem qualquer informação sobre as novidades a apresentar no novo Icon of the Seas, a inaugurar no quarto trimestre de 2023.

São várias as companhias de cruzeiros a embarcarem nos portos portugueses. Há ainda mercado para ser explorado pela Royal Caribbean e Celebrity?

Hoje, os cruzeiros com partida de Lisboa são considerados pelas companhias de cruzeiro como uma opção, mas operando por todo o mundo, existem várias variantes a ter em consideração no momento de fixar as rotas anuais. No caso da Celebrity Cruises e da Azamara temos já vários cruzeiros a começar ou a terminar em Lisboa.

O processo de sustentabilidade das companhias do Grupo Royal Caribbean é um fator importante, nomeadamente com programas como o “Safe the Waves”.

O processo de os novos navios virem a ser movidos a LNG, como é o caso da Royal Caribbean para os próximos quatro navios, é um processo em evolução envolvendo todos os parceiros operacionais, frisou o nosso entrevistado.

A terminar esta troca de impressões, que podem ser complementadas coma algumas respostas dadas por Francisco Teixeira na entrevista vídeo, o diretor geral da Melair considera que o mercado português gostava imenso do produto Pullmantur, tendo atingido em 2019 os 10.000 portugueses.

Contudo e como é sabido, com a pandemia foi adequada a estratégia da companhia, e foi dada a sua insolvência.

Nós, em Portugal, conseguimos reembolsar todas as reservas que existiam em carteira, refere com certa satisfação Francisco Teixeira.

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