A companhia aérea de bandeira portuguesa apresentou hoje, tal como tinha anunciado, os resultados relativos à operação no 2º trimestre de 2022.

O segundo trimestre registou uma procura muito saudável e receitas por passageiro mais elevadas, o que nos permitiu compensar o aumento nos custos. O contexto continua difícil e as perspetivas de procura para o quarto trimestre e próximo ano mantém-se incertas. A execução do plano de restruturação continua a ser fundamental, afirmou Christine Ourmières-Widener, presidente executivo da TAP.

Segundo aquela responsável, a retoma de atividade da TAP prosseguiu durante o segundo trimestre de 2022 (2T22) com as receitas, o número de passageiros e o número de partidas mais do que duplicando em comparação com o segundo trimestre de 2021 (2T21).

Em resumo, os prejuízos da TAP S.A. diminuíram no primeiro semestre deste ano para 202,1 milhões de euros, face ao valor negativo de 493,1 milhões de euros obtido em igual período do ano passado. Todavia, na nota enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a TAP referiu que o Resultado Líquido é claramente negativo, mas continua a recuperação nos últimos trimestres.

Acrescente-se ainda que a TAP, no segundo trimestre, registou uma redução de 37,2% nos prejuízos, para um resultado negativo de 80,4 milhões de euros, face aos 128,1 milhões obtidos em igual período do ano anterior.

De uma perspetiva operacional, foram reabertos um total de sete destinos que estavam temporariamente suspensos (dos quais quatro são sazonais da época de Verão), tais como: Ibiza, Tânger, Djerba, Monastir, Alicante, Boa Vista e Caracas. Com o relançamento da Boa Vista, a TAP Air Portugal retoma as operações para todos os aeroportos internacionais em Cabo Verde, e com o relançamento de Caracas, a operação em todos os destinos de longo curso está agora restaurada.

A respeito da frota operacional, durante o trimestre, a TAP registou um aumento líquido de três aeronave para 96.

A 30 de junho de 2022, 66% da frota operacional de médio e longo curso consistia em aeronaves da família NEO (em comparação com 63% em 30 de junho de 2021 e 27% em 30 de junho de 2019).