A Comissão Executiva da TAP está bem consciente do esforço que é pedido a todos os trabalhadores da Companhia, nomeadamente com o corte de 25% no valor dos salários acima dos 1.410 euros e sem esse esforço, não teria sido possível obter a autorização da Comissão Europeia para o plano de restruturação que permitiu a sobrevivência da TAP. É o que se pode ler num recente comunicado enviado pela Comissão Executiva (CE) da TAP que termina com a informação de que a empresa vai apresentar os resultados do segundo trimestre e primeiro semestre de 2022 no dia 23 de agosto.
A CE destaca que foi uma sobrevivência só conseguida também através do esforço de todos os contribuintes portugueses e do Estado português.
Na dita comunicação aponta que os sindicatos da TAP, bem conscientes deste facto, de forma responsável e cumprindo a sua função de defesa dos trabalhadores e dos seus postos de trabalho, acordaram com a TAP os cortes salariais mencionados, assumindo assim um compromisso que produz os seus efeitos até 2025, ano a partir do qual, cumprindo-se o plano de restruturação, a TAP estará finalmente em condições de repor os salários na íntegra. E explica que o compromisso assumido pelos sindicatos, em representação dos trabalhadores da TAP, não foi assumido apenas com a gestão da TAP. Foi também assumido com o Estado português, com todos os portugueses e com a Comissão Europeia.
Para além de destacar os cortes salariais para garantir a viabilidade e sobrevivência esclarece que a TAP tem reduzido custos em todas as áreas onde é possível, renegociando contratos com fornecedores e prestadores e criando maiores eficiências e continua a trabalhar diligentemente para reduzir todos os custos.
Aponta ainda que outro esforço que está a ser prosseguido com sucesso é o de aumento das receitas e do yield, determinantes para a rentabilidade da TAP.
A Comissão Executiva da TAP destaca também que não só está, desde sempre, disponível, para o diálogo com todos os sindicatos e nas múltiplas reuniões que tem mantido com os responsáveis sindicais, como também não dialoga com os sindicatos através de comunicados de imprensa ou de declarações públicas que possam gerar títulos de notícias.
Finalmente e segundo o mesmo comunicado, a Comissão Executiva da TAP lamenta e repudia a constante tentativa de ataques à sua credibilidade e competência, os julgamentos de intenções e a cada vez mais frequente apresentação de “factoides” avulso, propositadamente descontextualizados, distorcidos e até, nalguns casos, completamente falsos, com que alguns sindicatos bombardeiam constantemente a comunicação social.






