O primeiro inquérito Sobre a Literacia Financeira de Empresários de Micro e Pequenas Empresas e os Desafios da covid-19 em Portugal, apresentado que já foi apresentado, revela que 46,6% das empresas inquiridas registaram durante a pandemia uma situação de tesouraria grave, em que as entradas de tesouraria se revelaram insuficientes para fazer face às saídas de tesouraria ou para pagar despesas esperadas da empresa. Entre as muitas afetadas encontram-se diversas empresas de turismo, nomeadamente agências de viagens.
O estudo também acrescenta que cerca de 47% das micro e pequenas empresas portuguesas registaram uma situação de tesouraria grave durante a pandemia da covid-19, tendo 25,4% registado uma grande diminuição do volume de negócios. Destas, 25% utilizou a liquidez disponível, enquanto 18,9% reduziu os custos de exploração da empresa e 13,8% contraiu uma nova dívida.
O relatório indica ainda que 64,2% das empresas recorreram a apoios do Estado durante a pandemia. Entre os apoios os principais apoios estiveram o ‘lay-off’ (32,1%), as moratórias (25,2%), as linhas de crédito (24,3%) e as políticas fiscais (19,6%).
O inquérito em Portugal abrangeu 1.541 micro e pequenas empresas com até 50 trabalhadores.
Quanto ao indicador de digitalização, Portugal surge em quarto lugar, com 31,2 pontos nas empresas com até nove trabalhadores – acima da média dos países (25,7 pontos) e do G20 (27,1) – e 35,3 pontos nas empresas que empregam entre 10 a 49 trabalhadores – contra média de 33,2 pontos e 32,9 pontos nos países do G20.
O estudo integrou o primeiro exercício de comparação internacional da literacia financeira destes empresários, e foi promovido pela presidência italiana do G20 no âmbito da Global Partnership for Financial Inclusion, com base num questionário desenvolvido pela International Network on Financial Education (INFE) da OCDE.






