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As promessas de António Costa na 2º Conferência dos Oceanos da ONU

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O primeiro-ministro, António Costa, no discurso que proferiu na Conferência dos Oceanos, comprometeu-se a 100% do espaço marítimo sob soberania ou jurisdição portuguesa seja avaliado em bom estado ambiental e até 2030 classificar 30% das áreas marinhas nacionais.

Ainda este ano, segundo António Costa, foi dado um passo nesse sentido ao ser aumentada em 27 vezes o tamanho da Reserva Natural das Ilhas Selvagens, tornando-a na maior área marinha protegida do Atlântico Norte.

António Costa também explicou que na segurança alimentar, queremos transformar a pesca nacional num dos setores mais sustentáveis e de baixo impacto a nível mundial, mantendo 100% dos ‘stocks’ dentro dos limites biológicos sustentáveis.

Mais tarde e sobre as declarações de António Costa, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou as promessas concretas e vinculativas assumidas na Conferência dos Oceanos e destacou o compromisso do primeiro-ministro, António Costa, de ter 30% das áreas marinhas nacionais classificadas até 2030.

Sobre a 2.ª Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Marcelo Rebelo de Sousa manifestou a esperança de que este encontro seja um ponto de partida para uma grande mudança na ação global em relação a esta matéria.

Marcelo Rebelo de Sousa tinha ao seu lado o secretário-geral da ONU, António Guterres, e Uhuru Kenyatta, Presidente do Quénia, país com o qual Portugal partilha a organização desta conferência.

Um apelo à comunicação social

Marcelo Rebelo de Sousa numa das suas intervenções numa conferência de imprensa conjunta com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o chefe de Estado do Quénia, Uhuru Kenyatta, na Altice Arena, em Lisboa, onde decorre a 2ª Conferência dos Oceanos da ONU, apelou à comunicação social para que chame a atenção do mundo para a preservação dos oceanos, destacando a importância deste tema a longo prazo.

Cabe a vocês, como media, chamar a atenção do mundo que é muito importante debater a guerra, encontrar um caminho para a paz, mas também é muito importante, se não, a longo prazo, mais importante, o que estamos a discutir aqui nesta conferência, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República dirigiu este apelo à comunicação social depois de um jornalista se ter queixado das condições de trabalho da imprensa nesta conferência, sobretudo das limitações à circulação entre espaços.

Sobre a liberdade de expressão em Portugal, eu sempre pertenci ao setor mediático, eu sei de coração que Portugal é um país muito livre. Não sabia de quaisquer obstáculos sobre movimentos na conferência, seria uma surpresa para mim, mas vou verificar, respondeu.

O chefe de Estado português salientou ainda a proximidade temporal de três reuniões diferentes “no mundo”: o G7, a Cimeira NATO – que decorre esta quarta e quinta-feira, em Madrid – e a Conferência dos Oceanos da ONU.

É curioso que em duas delas, o debate é sobre a guerra, aqui é sobre a paz. Porque sentimos que estamos a fazer paz com a natureza e, ao mesmo tempo, a fazer a paz entre as pessoas, frisou.

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