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Vendas da Bestravel crescem a dois dígitos em 2017

Vendas da Bestravel crescem a dois dígitos em 2017

 

As vendas da Bestravel registaram um crescimento de 19% em 2017. De acordo com Carlos Neves, administrador da rede de agências de viagens, o crescimento foi impulsionado pela alteração das emissões aéreas, que passaram a ser feitas internamente na rede a partir de julho de 2017.

Os números foram conhecidos este fim de semana à margem da 14ª Convenção da Bestravel, que decorreu em Ponta Delgada, nos Açores, uma reunião que juntou parceiros e franchisados da rede e que foi, nas palavras de Carlos Neves, a maior de sempre, com cerca de 220 participantes.

No ano passado, a rede de agências de viagens Bestravel abriu oito novas unidades franchisadas, quatro de novos franchisados, duas que resultam da conversão das agências Turangra de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo e duas de franchisados que já estavam na rede e que passam agora a contar com duas agências cada um.

Este número de aberturas, diz o administrador da rede, faz com que 2017 tenha sido um ano “atípico” para a marca, uma vez que o número de aberturas anuais ronda habitualmente as quatro unidades. Sobre os objectivos de expansão para 2018, Carlos Neves sublinha que não deveremos fazer nunca mais do que quatro ou cinco aberturas por ano, uma meta em linha com a estratégia de proximidade da Bestravel, que conta actualmente com 50 agências em regime de franchising.

Também no âmbito desta estratégia de proximidade, recentemente a Bestravel inaugurou um Training Center na sua sede, em Lisboa, uma ideia que será replicada a Norte até ao final do primeiro trimestre do ano. E com a formação como eixo estratégico para a marca, em breve a Bestravel será certificada como entidade formadora pela DGERT, assim como a sua plataforma de e-learning, uma forma de garantir a qualidade das formações que incluirão, para além de áreas mais operacionais, questões chave para o funcionamento das unidades como atendimento ao cliente, gestão de reclamações e marketing.

Portugal continua a ser o destino mais vendido

Em 2017, Portugal continuou a ser o destino mais vendido nas agências Bestravel – com Açores e região Centro a destacarem-se com os crescimentos mais significativos -, seguindo-se Espanha, Caraíbas, Cabo Verde e Marrocos. Destaque ainda para a Tailândia, que no ano passado entrou no Top 10 de destinos mais vendidos pela rede de agências de viagens.

No que a fornecedores diz respeito, aqueles que mais se destacaram com mais vendas na rede foram a Soltour, a Soltrópico, a Jolidey, a Nortravel e a Tui, estando, no entanto, a crescer a criação de produto próprio dentro da rede.

Carlos Neves justifica esta tendência com o facto de grande parte das franquias da rede ter já mais de dez anos e, por isso, sentem-se à vontade para fazer construção de produto próprio. Em alguns destinos, baixa o recurso ao operador e sobe o recurso à hotelaria e às centrais hoteleiras.

Novas normativas figuram-se com um dos maiores desafios para o sector

E com o Regulamento Geral da Protecção de Dados (RGPD) a entrar em vigor a 25 de maio e a nova directiva sobre as viagens organizadas, Carlos Neves sublinhou que as alterações regulatórios que se avizinham serão o maior desafio do sector em 2018.

Segundo o administrador da Bestravel, o grande desafio será juntar, num período de tempo extremamente reduzido, um conjunto de alterações regulatórias da actividade. Agregado a isto, o facto de ainda não sabermos com que critérios nos devemos reger, sendo que isto vai acontecer numa altura de pico de vendas. De fevereiro a junho vamos ter alterações substanciais no modo como desenvolvemos a nossa actividade.

Tínhamos uma data limite para a transposição do documento que era dia 31 de dezembro. Essa data não foi cumprida. Aparentemente, os efeitos da directiva já se repercutirão sobre reservas feitas agora para viagens que se realizem após 1 de julho. Parece-nos que temos aqui um problema que não foi devidamente acautelado. Digo, aparentemente, porque não há texto final. (…) Penso que ainda há muitas situações que com a publicação do texto final continuarão a criar dúvidas. Não vejo como é que os agentes possam estar descansados e preparados porque a informação não está fechada, defende.

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