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Toda esta semana, turisticamente falando, quase que tem pertencido ao Turismo de Macau que não se poupou a esforços par (continuar) a conquistar os portugueses e, por tabela, os muitos estrangeiros que visitam a capital portuguesa e o Porto. Aliás, como o Opção Turismo tem vindo a divulgar frequentemente.

Durante a semana, uma delegação liderada pelo secretário para os Assuntos Sociais e da Cultura, Alexis Tam (na foto), que inclui, entre outros, a directora dos Serviços de Turismo de Macau, Maria Helena de Senna Fernandes (na foto) tem promovido encontros com jornalistas, operadores turísticos, entidades oficiais e outras,  espectáculos de “video mapping” no Terreiro do Paço (Lisboa), e danças de rua em vários pontos de Lisboa. Também o Porto foi palco de uma visita – que acontece hoje – e, durante a permanência da delegação do Turismo de Macau no Porto, será inaugurada a exposição do artista autista de Macau, Leong Ieng Wai, que vai estar patente até finais de abril.

Destaque-se ainda que Macau é o destino internacional convidado deste ano na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que vai decorrer até 17 de março na FIL (Lisboa).

A coordenadora do Turismo de Macau em Portugal, Paula Machado, revelou que o investimento nesta operação turística rondou três milhões de patacas (cerca de 300 mil euros) e pretendeu promover aquele território como destino turístico em Portugal, com diversas iniciativas para mostrar que tem muito mais para oferecer do que o jogo.

Os chineses constituem 90% dos 35 milhões de turistas que visitam anualmente Macau e o governo da região aposta na diversificação da oferta turística para captar mais visitantes, incluindo portugueses que representam uma ínfima fatia do total (16 mil visitantes em 2018, segundo o Turismo de Macau).

Por sua vez e em declarações aos jornalistas, Alexis Tam salientou que Macau é a única região chinesa que tem ligação ao património português, um legado que a torna “única” e que deve ser aproveitado para atrair mais visitantes.

Entre os factores de atracção turística, Macau tem apostado no desenvolvimento da gastronomia e valorização do património (incluindo monumentos e edifícios classificados pela Unesco).

Este ano vai ser lançado também um novo produto turístico, o Arte Macau, um evento internacional de artes e cultura que vai decorrer entre junho e setembro.

Alexis Tam destacou que Macau tem todas as condições para ser um palco privilegiado das artes contemporâneas, oferecendo assim os conteúdos culturais que muitos turistas procuram também.

Queremos transformar os hotéis em galerias de arte durante quatro meses, frisou o secretário para os Assuntos Sociais e da Cultura, Alexis Tam.

Para Alexis Tam, a amizade Portugal-China vai sair reforçada em 2019, um ano marcante para Macau, que assinala o 20.º aniversário da transferência da administração do território para a China. 2019 marca igualmente os 40 anos de estabelecimento de relações diplomática entre Portugal e a República Popular da China.

Além disso, Macau é a “única cidade da China onde o português é também língua oficial”.

Alexis Tam prevê um futuro “brilhante” para o turismo da região, que cresceu 211% entre 1999 e 2018 passando de 11,5 para 35,8 milhões de pessoas, e apontou entre as áreas com mais potencial, além do jogo, indústrias como a da medicina tradicional chinesa e o turismo de eventos.