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Em comunicado ontem divulgado, a Thomas Cook, que acaba de teve grandes perdas no primeiro trimestre – de outubro a dezembro, as perdas aumentaram de 14 para 60 milhões de libras -, anunciou que está a estudar a venda de sua companhia aérea. O anúncio do operador provocou, de imediato, uma cotação de 13% da Thomas Cook na Bolsa de Valores de Londres.

Peter Fankhauser, CEO da Thomas Cook, reconheceu ser necessário uma maior flexibilidade financeira e maiores recursos para acelerar a execução de uma estratégia de diferenciação.

– Como resultado, anuncio hoje uma revisão estratégica da companhia aérea do nosso grupo. Estamos em um estágio inicial desse processo de revisão que procura considerar todas as opções para melhorar o valor para o accionista e melhorar nosso foco estratégico, disse Peter Fankhauser.

A Thomas Cook Airlines, com bases no Reino Unido, Espanha e Escandinávia, opera na Alemanha através da marca Condor. Com uma frota de 103 aeronaves, transporta 20 milhões de clientes por ano para 120 destinos, principalmente na Europa, mas tem também operações de curso através do Atlântico.

A possível venda da companhia serviria para reduzir a dívida, que actualmente é de 1.810 milhões de euros e para acelerar sua expansão hoteleira.

No que se refere à expansão hoteleira, a Thomas Cook abrirá 20 hotéis em 2019, seis deles na Espanha. Comprará ainda um hotel com 300 quartos nas Ilhas Baleares e outro nas Ilhas Canárias.

Após o anuncio da intenção de venda da Thomas Cook Airlines, os grupos Lufthansa e IAG e também a Ryanair já se mostraram interessados na compra.

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