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No seguimento da decisão da Câmara Municipal de Ourém de adiar a aprovação de uma taxa turística em Fátima para 2020, a AHP – Associação da Hotelaria de Portugal revela-se satisfeita pela ponderação e bom senso demonstrado.

Apesar de satisfeita com esta decisão, a AHP recorda que se opõe à implementação desta taxa turística por considerar que a mesma é desajustada à realidade de Fátima e, a ser aplicada, irá prejudicar fortemente os hoteleiros locais, relativamente aos demais agentes económicos daquele destino.

Congratulando-se com o bom senso manifestado pela autarquia, a AHP salienta que medidas como esta não podem ser avulsas, explicando que se está a falar de um destino muito particular, uma vez que muitas das pessoas que visitam Fátima não pernoitam na cidade e a demonstração disso foram os resultados obtidos em 2018, onde a taxa de ocupação não foi além dos 46% neste destino turístico.

A este propósito, Cristina Siza Vieira, responsável da AHP diz esperar que sejam encontradas outras formas de financiamento e apoio ao desenvolvimento da actividade turística no Concelho ou, pelo menos, que a realidade da operação hoteleira na freguesia de Fátima seja comparada com as demais e encontradas as melhores formas de envolver a Hotelaria no destino das receitas provenientes deste tributo, caso o mesmo venha a ser aprovado.

De recordar que, em janeiro, a AHP reuniu com o executivo para debaterem alternativas à aplicação da taxa turística e continua disponível para encontrar, em conjunto com a C.M. Ourém, outras soluções.

A AHP acredita que para esta tomada de decisão em muito contribuiu a união e o envolvimento dos hoteleiros de Fátima, desde o início contra a implementação da taxa turística, que mandataram a associação para defender os interesses da Hotelaria e do Turismo de Fátima.