COMPARTILHE

O operador turístico Solférias tem como receptivo em Cabo Verde, nomeadamente nas ilhas do Sal e da Boa Vista, a agência de viagens Morabitur, com sede na ilha do Sal – ligada durante muitos anos ao empresário e agente de viagens Armando Ferreira -, tem hoje o seu capital detido maioritariamente pela Solférias, sendo a restante parte divida por dois sócios (Spencer Lima e Benoit Vilain).

Embora a Solférias seja o seu principal cliente, a Morabitur faz o receptivo de outros operadores internacionais como, por exemplo, o Schauinsland, da Alemanha, ou o Itaka, da Polónia.

Estes dois operadores, embora existam outros, enviam clientes para a ilha da Boa Vista durante todo o ano, enquanto a Solférias, por exemplo, tem o ‘boom’ da sua operação durante os meses de junho a outubro, explica Ogino de Almeida, director regional da Morabitur para a ilha da Boa Vista, acrescentando que a agência é, sobretudo, um receptivo que dá assistência aos clientes de diferentes operadores, mas não se fica apenas por este negócio.

Temos algumas excursões próprias de meio ou um dia, com ou sem refeições, feitas em carro (pick up) para visitar as praias e pontos de interesse da ilha e ainda um circuito. Também comercializamos programas em catamarã ou passeios em moto 4×4.

Mais recentemente a Morabitur passou também a vender bilhetes de avião (inter ilhas) e alguns pacotes turísticos, nomeadamente para Portugal. Existe também um pacote especial, de um dia, para visitar a ilha do Fogo ou a de ilha de Santiago.

– São programas completos e muito solicitados pelos ingleses, alemães e polacos. Vão no voo das 07h00 e regressam às 19h00.

A Morabitur Boa Vista, já com uns 10 anos de operação, tem hoje um ‘staff’ de nove pessoas, tem o escritório central em Sal Rei e outro no aeroporto Aristides Pereira, e mantém permanentemente um funcionário no Hotel RIU Tuareg e outro no HotelRIU Karamboa.

A terminar esta troca de impressões com Ogino de Almeida, ficámos a saber só não há mais turistas para este apetecível destino de sol e praia é, simplesmente porque faltam unidades hoteleiras de qualidade, muito embora, em novembro próximo, seja inaugurado o Hotel RIU Palace, muito perto do seu “irmão” Tuareg.

Apesar desta importante lacuna, deve-se referir que existem, pelo menos, quatro voos charter semanais, durante todo o ano, que trazem e levam turistas franceses, ingleses, nórdicos e italianos, aos quais se juntam os outros sazonais como, por exemplo, os da Solférias.

Os turistas espanhóis são ainda em número reduzido, ao contrário do que acontece no Sal, porque não existem voos charters directos de Espanha para a Boa Vista.

Também será interessante dizer, por alguns contactos feitos, que, salvo algumas raras excepções – a Solférias é uma delas pelo seu peso e respeito – a TUI não é muito receptiva a ter outros operadores (concorrentes ou não) nas unidades onde detém a maioria dos quartos. Digamos mais de 40%.

Esta situação, não generalizada, pode ser também, na ilha da Boa Vista, um certo “entrave” ao aparecimento de outros operadores turísticos para actualmente programarem o destino com a qualidade desejada.

 

Luís de Magalhães