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A companhia aérea Ryanair apelou a uma acção urgente por parte da Comissão e Governos europeus no sentido de travar a deterioração alarmante dos serviços de ATC Europeus (controlo aéreo) de modo a prevenir o colapso total destes serviços durante este verão.

A low cost irlandesa refere que em maio 117.000 voos sofreram atrasos, dos quais 61% (mais de 71.000) se deveram a greves e falta de pessoal de ATC e que mais de 56.000 voos sofreram atrasos de mais de 15 minutos, quatro vezes mais do que os 14.000 voos com atraso superior a 15 minutos em maio de 2017.

Refere ainda a Ryanair que 39 % dos atrasos (45.000 voos) foram provocados por condições meteorológicas adversas, quatro vezes mais do que os 11.000 atrasos provocados por mau tempo em maio de 2017.

Curiosamente, afirma a low cost irlandesa, a maioria (60%) ocorreram à sexta-feira ou ao sábado, o que sugere que as entidades de ATC estão a utilizar as más condições meteorológicas para encobrir as suas faltas de pessoal.

Refira-se que o objectivo da União Europeia (UE) para atrasos em 2018 é em média de 0,5 minutos por voo. Contudo, a previsão actual para 2018 dirige-se de momento para os 1,5 minutos por voo, quase o triplo do objectivo estabelecido pela UE.

Em termos de cancelamentos, por exemplo, a Ryanair cancelou só em maio, cerca de mil voos, quase todos devido a greves e falta de pessoal de ATC. Este número foi 24 vezes superior aos 43 voos cancelados em Maio de 2017. Por sua vez, a easyJet cancelou 974 voos comparando com os 117 em Maio de 2017.