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Com menos de um ano de actividade (abriu em soft opening em Novembro – apenas 30%, com dois pisos, só em Maio o hotel esteve a 100%) o balanço é, segundo Frederico Mira, director geral do The Prime Energize Monte Gordo, positivo.

O hotel, localizado a cerca de 400 metros da praia, é o primeiro de uma nova marca/posicionamento do grupo The Prime Corporate. A diferença? Uma aposta clara no segmento desportivo profissional, ao qual se juntou o conceito de vida activa, do bem-estar e das energias positivas. Algo que está presente em todo o hotel. Desde o nome, a carta presente no restaurante, nas massagens disponibilizadas no Spa, nas máquinas existentes no ginásio e inclusive nos tapetes de ioga presentes no quarto.

Questionado sobre o porquê da localização de Monte Gordo a resposta foi peremptória: Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António. Um centro de alto rendimento que atrai atletas de todo o mundo, nomeadamente do Norte da Europa. E não se trata de “apenas” desportos náuticos. Pelo contrário. Normalmente o hotel recebe futebolistas, atletas de atletismo (sprint, estafetas, peso…). “O nosso objectivo é o de continuar a conquistar clientes neste mercado”, afirma Frederico Mira.

E aqui entra muito a publicidade boa a boca, fruto da experiência adquirida no hotel de Albufeira, que têm as várias valências de apoio aos atletas no seu interior. O resultado é mais do que satisfatório. Em menos de um ano o The Prime Energize Monte Gordo já recebeu as equipas (de futebol) inglesas e holandesas de sub 16 e sub 17.

Apesar de ainda não terem um ano completo de actividade em pleno Frederico Mira detectou que, no Verão, predomina o cliente português, espanhol e algum inglês. Já a vertente desportiva poderá combater a sazonalidade associada à hotelaria no Algarve.

Para Frederico Mira, Portugal tem todas as condições para conquistar o mercado do turismo desportivo. E, através dele, combater a sazonalidade no Algarve. O gestor dá os resultados da unidade de Albufeira como prova. Abertos 12 meses por ano têm uma taxa de ocupação média a rondar os 75%.

Sendo um nicho de mercado muito específico vive muito (ainda) do contacto directo. Quer com as federações/clubes, quer com os treinadores. Mesmo porque não há operadores a actuar nesta área. Pelo menos em Portugal.

O hotel resulta da reformulação de um edifício de apartamentos, que foi acrescentado, e ao qual foram adicionados serviços (spa, piscina, restaurante) num investimento total de 12 milhões de euros, tendo uma equipa de 50 pessoas.

Os meses já decorridos auferiram o hotel de pistas de coisas a melhorar. Um exemplo? Os cofres funcionavam como um extra. Mas, dado os comentários dos clientes o grupo está a trabalhar no sentido de passaram a estar incluídos na tarifa (que vai dos 75 aos 250 euros). A carta de vinhos e a ementa também sofrerão alterações.

Este é o primeiro hotel de um grupo que se está a construir – o The Prime Corporate – e simultaneamente o primeiro hotel de uma “classe” dentro desse mesmo grupo. Em carteira estão dois outros projectos, o Convento do Carmo, em Évora, e o Grande Hotel da Cúria. A remodelação deste último começa em Janeiro de 2019, com a abertura a estar agendada para Janeiro de 2020. Trata-se de duas unidades de cinco estrelas que irão inaugurar uma nova linha dentro do grupo. Também na “calha” está a abertura de um segundo hotel Energize, também no Algarve.

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