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Desde 2004, o Observatório do Turismo de Lisboa tem realizado um estudo anual sobre o perfil do golfista estrangeiro e da importância do golfe como produto turístico determinante na estratégia da promoção de Portugal, nomeadamente na Região de Lisboa.

Com este objectivo como base foi realizado um inquérito, ao longo do ano 2018, a uma mostra de 604 indivíduos representativos dos jogadores internacionais que praticam a modalidade nos campos de golfe da Região de Lisboa.

As conclusões mostram que a maioria dos golfistas entrevistados eram do sexo masculino e de origem escandinava com uma faixa etária entre os 45 e os 54 anos e que preferiram viajar na companhia de amigos para jogar golfe. Procuraram alojamento em Cascais (52,8%) e em Sintra (28,1% – um aumento de 5,8% em relação a 2017) optando por estadias longas (7 ou mais noites).

As reservas do alojamento (prévias e com antecedência entre 1 a 3 meses), foram feitas no país de origem tendo em conta o local para jogar golfe em três ou mais campos. Os entrevistados fizeram menos uso dos serviços de operadores turísticos de golfe (-8,4% do que em 2017).

O estudo refere ainda que 19,4% dos entrevistados já conheciam a Região de Lisboa e que para os que ainda não conheciam o destino a escolha deveu-se à informação obtida através de revistas de golfe, artigos de imprensa e conselhos de familiares e amigos, tendo em conta o clima, o preço e a oferta de outras actividades.

Os critérios globalmente melhor classificados pelos golfistas foram a facilidade de reserva, a qualidade do equipamento e a qualidade do serviço no campo de golfe. Os golfistas que melhor valorizaram, em média, a sua experiência na prática do golfe na Região de Lisboa, foram os holandeses, os belgas e os suecos.

A avaliação global de Lisboa como destino de golfe foi de 7,93 numa escala se 1 a 10 (7,88 em 2017).