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Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e da Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal, defendeu numa conferência de imprensa, inserida nos VII Workshops Internacionais de Turismo Religioso, que decorrem até sábado em Fátima e na Guarda, que está na altura de se abrir a Base Aérea de Monte Real à aviação civil. Declarações a propósito da nova rota entre o santuário francês de Lourdes e Lisboa.

A Ryanair apresentou, em Fátima, a nova rota aérea entre Lourdes e Lisboa. É um sinal evidente de que chegou a altura de se avançar com uma estrutura aeroportuária no Centro de Portugal, que sirva o Santuário de Fátima. Se Lourdes é viável, um aeroporto que sirva Fátima também o será, disse Pedro Machado.

Fátima recebeu 7 milhões de visitantes em 2018, de acordo com números divulgados nos workshops que acontecem agora em Fátima.  É uma cifra que, por si só, consegue sustentar a operação de um aeroporto, acrescentou.

Um estudo apresentado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria no ano passado demonstra que são necessários entre 600 mil e 700 mil passageiros por ano para a estrutura ser viável. Com os peregrinos de Fátima, Monte Real reúne todas as condições objectivas para poder ser uma realidade.

Para o presidente da ERT do Centro de Portugal, a abertura de Monte Real à aviação civil é uma janela de oportunidade para a região e para o país, que será possível com um investimento de 30 milhões de euros, infinitamente menor do que outros investimentos.

Além de que é mais uma forma de aliviar a pressão sobre o aeroporto de Lisboa que, por falta de capacidade, está a rejeitar cerca de 2 milhões de passageiros anuais, explicou o dirigente, salientando o facto de os voos comerciais em Monte Real terem um efeito de fixação de investimentos na região.

Seria uma mais-valia significativa para a hotelaria e a restauração, assim como para a indústria de moldes e do vidro desta região.

1 COMENTÁRIO

  1. O Produto Turístico dimensiona-se em termos de capacidade de recepção / acolhimento.
    Lisboa e Vale do Tejo oferece 51208 camas em 407 estabelecimentos tendo arrecadado em 2013, possivelmente, 209,7 milhões de Euros. E nós, na CIMT? Qual é a dimensão do nosso produto? Um dado curioso: Os Estabelecimentos de Alojamento Local já representam, nas suas 3 fórmulas, 31,4% da oferta hoteleira nacional, e acolheram 324.000 hóspedes nas suas 41.200 camas.

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