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A confluência do Zêzere com o Tejo, a configuração e a arquitectura de Constância são atractivos com uma surpreendente beleza, se olharmos para o ângulo certo.

É um risco considerarmos consolidados alguns destinos turísticos e Constância não o é claramente. Também não é emergente no que respeita à sua identidade, à sua história ligada à História de Portugal, cujos factos merecem uma descrição exclusiva.

Há cerca de 25 anos  Constância despertou convictamente para o Turismo, muito por acção da autarquia.  Até então era considerado um ponto de paragem dos que demandavam outras paragens após várias horas de condução na EN3 ou na EN118. A maioria eram viajantes,  termo ainda utilizado quando cá cheguei para designar comerciais e promotores de vendas, que se alojavam em quartos particulares na falta de unidades hoteleiras.

Existia um restaurante com uma esmerada cozinha  e uma “casa de pasto”.

Inaugurada em 8 de Abril de 1993, a Casa João Chagas – propriedade da autarquia e por ela recuperada como Pensão Residencial 3 estrelas,  deu o sinal para o desenvolvimento de outras actividades: “Turismo Activo” e  Restauração e Animação Turística. Ultimamente segue a moda nacional: Alojamento Local nas várias tipologias, inclusivamente um Hostel. E tudo funciona.

Ao longo destes anos Constância soube conviver com actividades tão opostas, como é o caso da indústria, que contribui com mais de 90%, acredito, para a formação do Produto Local Bruto e que contribui com uma importante fatia do total de  dormidas nos meios de alojamento quando as empresas industriais locais recorrem ao outsourcing, originando a deslocação e pernoita  de pessoas por motivos profissionais.

O mercado é elástico, volátil porque o turista é um “descobridor” por natureza, e sensível a alterações de toda a ordem, nenhum responsável se pode deitar à sombra dos louros conquistados, na ilusão de que o seu produto está consolidado.

Eu diria que Constância é um destino emergente porque de certeza  que foram feitos estudos técnicos de tendências e de viabilidade duradoura, se tivermos em conta os investimentos que estão a decorrer:

  • Transacção e recuperação de edifícios para rentabilizar com actividades ligadas ao Turismo;
  • Construção de um hotel de 4 estrelas com 42 quartos com abertura prevista para o próximo verão, segundo noticia do jornal Noticias de Abrantes de 24 Setembro 2018.

Todas estas manifestações de entusiasmo fazem-nos prever uma alteração profunda do Turismo em Constância. E por isso mesmo requer um forte investimento na formação de Recursos Humanos, nas infra-estruturas viárias e estacionamentos, sem esquecer a segurança dos residentes .

Mas não só ao Turismo a autarquia está atenta;  quer captar investimento e fixar populações, vendendo terrenos para a construção de habitação a preços reduzidos, e isentando  de taxas  as empresas que queiram investir no Concelho em áreas estratégicos para Constância.

Há 25 anos eram vendidos terrenos a 1 escudo o metro quadrado na Zona Industrial de Montalvo. Hoje os preços continuam a ser simbólicos.

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