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A MOBILIDADE E O CONGRESSO DA APAVT EM MACAU

A MOBILIDADE E O CONGRESSO DA APAVT EM MACAU

 

Ao contrário do que geralmente acontece, esta crónica não será verdadeiramente de mal-dizer. Apenas ligeiras críticas, sem qualquer intenção de ofender alguém, porque isso não está nem estará nunca estará na nossa maneira de ser.

Depois de uma quase semana depois, na altura do regresso de Macau, tive a bênção da KLM e foi uma viagem fantástica. Sobretudo porque em Amesterdão o “transbordo” era de poucas horas e o aeroporto de Schiphol estava com  enorme movimento.
A nota negativa e única no regresso – tal como já tinha sido na chegada – vai para o serviço dos ferries da Turbojet. Nomeadamente, no que diz respeito à operação de terra, se assim se pode dizer. Podia tudo ser mais simples desde que houvesse um entendimento entre o pessoal do aeroporto e os, digamos, marítimos. Serviço muito confuso, diga-se.
Mas, o que se torna evidente, para quem tem problemas de mobilidade, é que enquanto as unidades hoteleiras, casinos e grandes superfícies comerciais de Macau estão preparados para as cadeiras de rodas, com rampas nada ou pouco inclinadas, elevadores com portas de abertura q.b., na cidade é muito difícil rolar, quer pelo piso irregular dos passeios, quer pelo elevado número de pessoas – turistas ou não – a circular. E com mais evidência no centro histórico. Também dou a mão à palmatória para dizer que o dia escolhido – sábado a seguir a uma “Black Friday” –  não foi o melhor para passear.

Em contrapartida, destaque-se a existência de muitas casas de banho para deficientes – locais públicos, cafés, restaurantes, etc – asseadas e sem os tradicionais e de mau-gosto grafittis ou referências/anúncios escabrosos. Também apreciei, não de forma totalmente generalizada, a educação dos locais, sobretudo jovens, para com as pessoas com deficiência motora (e não só!). Isto também faz parte do Turismo.

RETROSPECTIVA DE UM CONGRESSO

Depois desta introdução, gostaria de salientar e dar os meus parabéns tanto ao Turismo de Macau (de cá e de lá) como á equipa de back office da APAVT, responsáveis em grande parte pelo êxito do congresso nacional das agências de viagens e turismo portuguesas em Macau, sem tirar ou reduzir os “louros“ devidos ao trio responsável pelo bem-estar e informação aos jornalistas. Como devem ter reparado, não cito nomes evitando assim esquecer alguém.

Quanto aos oradores, apenas direi que estiveram à altura do que era espectável – tal como diz o ditado “não se pode agradar a gregos e a troianos” –  neste importante evento, embora nada de especial, concreto ou visível ouvisse dos políticos oficiais participantes. Excepto as várias interessantes e inteligentes intervenções de Pedro Machado, orgulhosamente pedindo – não pedinchando, entenda-se – apoios para a sua região do Centro tão afectada e abalada pelos incêndios. E de mão quase beijada (passe a expressão) recebeu os apoios da BTL – é o destino convidado de 2018 –, da AHRESP, da APAVT e uma promessa da SET. Haja solidariedade!

No que concerne á actuação presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, entre outros avisos à navegação, que é, como quem diz, às agências de viagens, chamou a atenção para os vários “perigos” que certamente irão surgir em 2018, e clarificou – ou terá sido uma “indirecta”? – que o sector das agências de viagens não deve pedir mas sim exigir respeito.

Embora não fosse a “chave de ouro” do encerramento do 43º Congresso Nacional da APAVT, essa coube mais uma vez a Pedro Costa Ferreira, gostei – acho que todos gostaram – de ouvir o Francisco Calheiros a fazer, de cor, um rápido-cómico resumo do que foi o congresso nacional das agências de viagens e turismo. Nada foi esquecido e tudo em linguagem que todos perceberam.

Luís de Magalhães   

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