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Veio recentemente a lume que a companhia aérea Atlantic Airways vai realizar voos directos entre as Ilhas Faroe, território dependente da Dinamarca, no Atlântico Norte, e a cidade norte-americana de Nova Iorque no próximo outono.

A notícia pode passar despercebida mas não deixa de ser estranho pois certamente que o objectivo da companhia aérea não será oferecer melhores e mais ligações com as Ilhas Faroe, cuja população não atinge as 50 mil pessoas (censo de 2017), espalhadas por 18 ilhas maiores e muitas outras, mais pequenas desabitadas.

No fundo e claramente evidente é construir um “hub” com a Europa.

O projecto foi lançado pela companhia aérea das Ilhas Faroe, com uma frota modesta, mas que pode começar a fazer voos de ligação entre a Europa e os Estados Unidos da América, através do seu aeroporto local, em Vagar, sito na ilha com o mesmo nome.

A Atlantic Airways é uma pequena companhia aérea que oferece ainda poucos voos e nas suas rotas inclui-se, por exemplo, Barcelona, Edimburgo, Maiorca e Ilhas Canárias, tendo já, inclusive, voado para Lisboa.

A companhia aérea das Ilhas Faroe anunciou recentemente que iniciará voos para Paris, a partir de julho deste ano, algo que faria sentido este “hub”. Aliás, alguns experts acreditam que a companhia aérea pode estar projectando uma operação semelhante à que a Icelandair realiza da Islândia ou a que também fez nas Ilhas Wow. Em teoria, as Faroe oferecem uma situação semelhante, ideal como “hub”.

Recorde-se que as Ilhas Faroe são um território autónomo, assim como a Groelândia, parte da Dinamarca. No entanto, tal como este território ou as Ilhas Canárias em Espanha, não estão integrados no mercado único europeu.

Acrescente-se que existem alguns problemas para que o modelo possa vir a ser consolidado, quer pelo tamanho da sua frota, quer pelo tamanho mínimo do aeroporto de Vagar.

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