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Cristina Siza Vieira, directora executiva da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) afirmou recentemente existir uma elevada taxa de mortalidade entre a previsão de novos hotéis e o seu nascimento. Como exemplo da sua afirmação, disse que apenas 42% da totalidade das aberturas previstas para 2018 se tornaram realidade.

Cristina Siza Vieira relembrou que a AHP realiza, normalmente, uma previsão no início de cada ano, depois faz um balanço a meio do ano, e finalmente uma contagem final.

Isto significa que da previsão inicial de 61 novos hotéis para 2018 abriram apenas 26. Ou seja, 42% do previsto. E, por exemplo, na cidade de Lisboa anunciaram-se 25 novos hotéis e abriram 10.

Todavia, foi também ressalvado que são muitos os factores que explicam esta situação.

Desde atrasos nos licenciamentos, atrasos nas obras, alterações nas opções de investimento, dificuldade de recursos humanos em contratar e formar equipas, mas, de facto, como dizemos, há uma elevada taxa de mortalidade entre os que se pensam nascer e os que afinal veem a luz do dia, acrescentando que, o entanto, esta “taxa de mortalidade” não é tão elevada nas remodelações e reaberturas.

Em janeiro de 2018, a AHP tinha previsto a abertura de 61 unidades hoteleiras, em junho. Esta previsão foi revista para 42 e agora sabe-se que, efectivamente, acabaram por abrir 26.

Em dezembro de 2018, na apresentação das perspectivas para 2019, a directora executiva da AHP já tinha informado que deverá ser adoptada a expressão ‘pipeline’ na divulgação dos números das aberturas projectadas.