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O concurso público para a concessão do Paço Real de Caxias, em Oeiras, no distrito de Lisboa, foi agora lançado pelo Governo, com objectivo de recuperação do imóvel, actualmente degradado, para fins turísticos.

O concurso pretende concessionar a exploração do espaço por um período de 50 anos, ao abrigo do programa Revive, que tem o objectivo de valorizar e recuperar o património sem uso em diversos pontos do país, envolvendo vários ministérios e as
autarquias.

O vencedor do concurso terá de recuperar o imóvel, actualmente muito degradado, estimando o Governo a necessidade de um investimento de 11,6 milhões de euros.

O empreendimento hoteleiro deverá ter 120 quartos em 5.816,93 metros quadrados construídos, sendo o valor base da renda anual previsto no concurso de 174,9 mil euros.

De acordo com o Ministério da Economia, até 06 de junho decorre o período de qualificação prévia de candidatos, sendo posteriormente lançada a segunda fase do concurso, com um período de 30 dias para apresentação de propostas.

O Paço Real de Caxias, até agora na dependência do Ministério da Defesa, corresponde ao 17º concurso a ser lançado no âmbito do Revive e é um dos 33 imóveis inscritos no programa, que envolve os ministérios da Economia, Cultura e Finanças, com a colaboração das autarquias locais.

O Paço, classificado como Imóvel de Interesse Público em 1953, foi construído em meados do século XVlll, por vontade do infante D. Francisco de Bragança, e foi concluído pelo futuro rei D. Pedro V, que ali se deslocava com frequência com a família real.

O edifício foi inicialmente utilizado como residência de férias da família real, mas teve diversas utilizações, acolhendo nos últimos anos serviços do Ministério da Defesa.