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Um dos problemas do turismo português prende-se com mais de 40 anos de promoção de Portugal utilizando única e exclusivamente o argumento do “sol e praia”. Esta foi uma das constatações da sessão inaugural do congresso da ADHP – Associação de Directores de Hotéis de Portugal, que decorreu em Viseu. Decisão que, segundo Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e da Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal, não só criou um problema de mono-produto (associado ao nosso país) como criou uma sazonalidade que custa combater. Afinal, supostamente, sol e praia há apenas numa pequena parte do ano. E há ainda um outro problema adjacente, dado que incrementou as assimetrias já existentes.

Aliás, este é, para Pedro Machado, o grande desafio do turismo, mas principalmente do país: o combate às assimetrias. Um combate que, para o executivo, é de todos.

A solução, para Pedro Machado, assenta numa promoção do que torna o nosso país único. O que nos diferencia de outros destinos. Porque “a singularidade não se repete”.

Seguindo esta linha, Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), realçou que a principal razão de visita a Portugal reside no seu elevado grau de segurança, a par do património e natureza. Os 15v sítios Património Mundial da UNESCO existentes em Portugal são um bom aliciante. O grande desafio para o presidente da CTP, passa pela diferenciação pela qualidade, conseguindo, desta forma, captar novos fluxos turísticos. Mas para isso há que investir na qualificação dos recursos humanos. Um esforço que “deve mobilizar todos os agentes do Turismo”. E relembrou a existência dos programas BEST – Business Education for Smart Tourism e “Melhor Turismo 2020”. “Queremos contribuir para a afirmação de Portugal como destino turístico de referência, queremos referenciar Portugal como destino reconhecido pela qualidade e excelência dos seus serviços turísticos”, concluiu o presidente da CTP.

No decorrer do congresso, por várias vezes, foi referida a necessidade de regulamentação dos profissionais de turismo assim como da classificação dos empreendimentos turísticos. E isto a Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, anunciou uma novidade aquando do seu discurso. “Ainda este mês serão colocados os contributos de todos para a Portaria de revisão deste sistema de classificação”, assegurou Ana Mendes Godinho, acrescentando que o “sistema de classificação passará a incluir uma área dedicada aos recursos humanos, uma área dedicada às acessibilidades e outra dedicada à sustentabilidade”. A qualificação dos recursos humanos tem sido, segundo a Secretária de Estado do Turismo, uma preocupação do Governo. A prova é que actualmente “já temos mais de 200% de pessoas abrangidas pela contratação colectiva do que tínhamos em 2015”.

por Alexandra Costa

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