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Os últimos números do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes ao mês de Fevereiro indicam um aumento de 2,9% no número de hóspedes, mas uma diminuição de 1% no que concerne às dormidas. Já as receitas registaram um ligeiro abrandamento, tendo aumentado apenas 4,4% para os 172 milhões de euros. A explicação, segundo o relatório do INE, para estes resultados, está condicionada “pelo efeito base do Carnaval, que no ano anterior ocorreu em Fevereiro”, e, este ano, em Março.

Os números obtidos resultam, em grande parte, do crescimento de 5,6% dos residentes estrangeiros, que contrabalançaram a ligeira queda (0,1%) dos residentes em Portugal. Isto no que concerne à análise do número de turistas porque, quando o critério são as dormidas verifica-se que houve uma queda nos dois tipos de hóspedes, embora com uma maior incidência nos residentes em Portugal.

As dormidas em espaço rural e de habitação foram as que registaram a maior queda (10,2%), seguindo-se a hotelaria (3,1%). A hotelaria (que representa 85,2% das dormidas totais) foi a única que registou uma variação positiva, com um ligeiro aumento de 1,3%.

Ao nível da estada média esta situou-se nas 2,42 noites, o que representa uma redução de 3,8%, fruto das reduções quer dos residentes (-2,5%), quer dos não residentes (-5,5%). Quase todas as regiões foram impactadas embora o arquipélago dos Açores e o Algarve tenham sido os mais afectados, com respectivamente, uma queda de 11,9% e 8,4%. Do lado oposto ficaram a Madeira e o Algarve, que registaram as estadas médias mais elevadas: 5,17 e 4,04 noites, respectivamente.

Em termos de proveitos estes fixaram-se nos 172 milhões de euros, com 119,8 milhões de euros no que concerne ao aposento, o que representa uma subida de 8,1% face a Janeiro deste ano.

Na análise dos proveitos totais verifica-se que apenas o Centro e a Madeira tiveram resultados negativos (1,5% e 5,3%), com os Açores, do lado oposto, a registar o maior crescimento (15,2%) seguido de perto pelo Alentejo (10,2%) e pelo Norte (10%). No entanto esses valores não se reflectem exactamente iguais quando a análise incide sobre o proveito por aposento. Nesse caso o Norte assume a segunda posição em termos de crescimento, com o Alentejo a cair para a terceira posição. No entanto a análise fria dos valores brutos indica que os preços mais elevados se registam em Lisboa, seguido do Norte, Algarve, Madeira, Centro, Alentejo e Açores.

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