Início Opinião/Crónica E viva a Ana que é bacana e não engana!

E viva a Ana que é bacana e não engana!

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Honi soit qui mal y pense é uma expressão francesa, embora tenha sido dita, pela primeira vez, por um inglês, que significa “envergonhe-se quem nisto vê malícia”, ou seja, por outras palavras e em português, algo como, “deixa-te de tretas que isto não tem mal nenhum”.

Já agora, esta frase foi dita por Eduardo III a uma das suas amantes num acto simpático e não maldoso. Mas, a má-língua manifestou-se e o rei criou a Ordem da Jarreteira.

Mas vamos ao que interessa – e tenham em mente a frase – pois “descobri” um outro tipo de serviço complementar de acompanhante fornecido pela agência Lourenço Turismo, de São João do Estoril. Um serviço que pode ser utilizado por todos que queiram viajar, nomeadamente  – e está bem explícito – a brasileiros. Quiçá, em fuga do Bolsonaro para este cantinho à beira-mar plantado.

Claro que a acompanhante, pelo que se entende do folheto, chama-se Ana e é bacana. E não te engana! Mas como certamente não deve chegar para as encomendas, passe a expressão, devem haver muito mais Ana´s e todas bacanas… no mínimo. Até podem ter outro nome como as funcionárias dos call centers. O que interessa é que sejam bacanas – o que se pode imaginar… – e, acima de tudo, que prestem um bom serviço.

Claro que este inocente e até útil serviço nada tem que seja minimamente parecido com o que é oferecido nas páginas de algumas publicações e que muita gente rotula de “apoio terapêutico”.

A uma coisa temos de nos render, brincando ou não, fazendo considerandos de A a Z: na sua essência é um serviço, de certo modo inédito (até pela sua divulgação), corajoso e, se realmente quem presta o serviço está profissional e eticamente preparado, só temos de o louvar.

Contudo, honi soit qui mal y pense, até onde vai a ajuda, nomeadamente aos brasileiros.

Luís de Magalhães