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A primeira imagem que nos chega quando aterramos no Dubai e vamos para a cidade são grandes avenidas, prédios a perder de vista e com a sensação que alcançam as nuvens e movimento. Muito movimento.

O Dubai é simultaneamente o sonho de qualquer arquitecto e um destino maravilhoso para as famílias. Mas vamos por partes. No caso da arquitectura é fácil perceber o porquê. A cidade está em constante evolução e mutação. Todos os dias (ou assim parece) nascem novos edifícios. Que têm o objectivo ou de serem mais altos do que os que estão à volta ou de serem mais exuberantes/inovadores. A única coisa constante é a velocidade de construção e os materiais utilizados: todos os edifícios estão revestidos a vidro. Depois de ouvir a explicação compreende-se o porquê. Por um lado, é mal visto ver, por muito tempo, o esqueleto de um edifício (na maioria das vezes ele parece acabado por fora mas ainda está incompleto por dentro) e, por outro, o vidro não só é mais rápido de instalar como requer menos manutenção.

Se é certo que Dubai é uma cidade cosmopolita, com o maior centro comercial do mundo, o Dubai Mall, que vale uma visita, não tanto pelas compras (a não ser que seja essa a motivação) mas sim porque abriga um oceanário que vale a pena visitar assim como uma pista de ski indoor. Entre muitas outras atracções. Como o espectáculo de música, luzes e água que ocorre a cada hora. Uma dica. Prefira ver um dos espectáculos à noite. E vá para o recinto com bastante antecedência. Caso contrário ver-se-á perdido na multidão e arrisca-se a não ter a melhor vista.

Imperdível a visita ao Burj Al Arab, o terraço de Observação do Burj Khalifa ou o Burj Khalifa, actualmente o edifício mais alto do mundo. Tente subir aos três (ou pelo menos a um deles). No fim terá uma vista de cortar a respiração. Nem que seja por estar a mais de 800 metros de altura. O que significa, nalguns dias, estar acima das nuvens. Não deixe de passear pela marina  e pelos vários parques (verdes ou de diversões) espalhados pela cidade. ah… e não deixa de fazer um passeio ao deserto, se possível com pernoita.

Em contraste com toda esta modernidade há um outro Dubai. Relativamente escondido, mas nem por isso menos interessante. Visite o Museu da Cidade onde pode perceber a origem da região e como se transformou na cidade rica e opulente que é hoje. Atravesse o Dubai Creek num dos barcos tradicionais e visite os três souks existentes: especiarias, tecidos e ouro.

Pelo meio (diga-se durante a viagem) não deixe de experimentar a gastronomia local, seja ela tradicional ou confeccionada num dos vários restaurantes renomeados existentes.

Embora o Dubai seja um destino onde um europeu se pode sentir à vontade, sem grandes preocupações, há algumas regras a ter em conta. é terminantemente proibido comprar/beber álcool. A única excepção são alguns (poucos) hotéis internacionais. Se por acaso beber… não conduza. Isso é motivo suficiente para ser expulso do país.

Em termos de vestuário (e aqui especial atenção para as mulheres) não há grande diferença do mundo ocidental. É claro que há que ter algum cuidado, principalmente se for visitar uma mesquita. Aí terá de estar totalmente coberta.

Independentemente das regras (não beber álcool, ter algum cuidado com o vestuário e não ter gestos amorosos com o(a) parceiro) o Dubai é talvez dos destinos mais seguros do mundo. Por isso…. vá sem medo. E divirta-se.

Por Alexandra Costa