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Centro de Portugal regista o maior crescimento turístico

Centro de Portugal regista o maior crescimento turístico

 

O Centro de Portugal foi a região do país que, entre 2013 e 2016, registou o maior crescimento no número de dormidas em estabelecimentos de Turismo no Espaço Rural e Turismo de Habitação: mais 39,1%. Este é um dos dados mais relevantes para a Região Centro constantes na 5.ª edição do Retrato Territorial de Portugal, publicação bienal do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A diferenciação nos estabelecimentos turísticos é, aliás, uma aposta decisiva da região, como se depreende de outro indicador. Foi no Centro de Portugal que, no período em análise (2013-2016), mais aumentou a proporção dos estabelecimentos de Turismo no Espaço Rural e Turismo de Habitação, com uma progressão de 12%.

Merece destaque o facto de o Interior Centro ser dos territórios menos afectados pela sazonalidade. Ou seja, é onde se verifica menos concentração da procura entre julho e setembro, sendo mais constante durante todo o ano. “Os municípios em que o efeito de sazonalidade nos meses de julho a setembro era menos intenso (valores abaixo de um terço do total de dormidas no ano) situavam-se maioritariamente no território do Interior da Região Centro, nas áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa e também na Região Autónoma da Madeira”, lê-se no documento.

Outro número que merece destaque é o do crescimento no número de estabelecimentos de alojamento turístico. “No Continente, a Área Metropolitana de Lisboa (13,5%) e o Centro (11,9%) registavam as taxas de crescimento médio anual mais elevadas”, escreve o INE.

De referir ainda que o Centro é um exemplo no que diz respeito ao aumento de oferta em zonas menos povoadas: Em 2016, em algumas sub-regiões do Centro (Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, Oeste), bem como no Baixo Alentejo, no Alentejo Central e na Região de Leiria, mais de 80% da superfície licenciada destinada ao turismo localizava-se em solo rústico.

Da mesma forma, o Centro destaca-se por ser a região em que os municípios mais apostam na reabilitação de edifícios destinados ao turismo, em vez de construir de raiz: em 21 municípios do Centro, segundo o INE, o total das obras destinadas a fins turísticos correspondeu exclusivamente a obras de reabilitação.

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