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A Agência Europeia de Segurança Aérea determinou o encerramento do espaço aéreo europeu a dois modelos Boeing 737 Max, após o acidente com uma aeronave da Ethiopian Airlines que caiu na Etiópia, no domingo, em que morreram 157 pessoas.

Em comunicado, a Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA) refere que, na sequência do acidente envolvendo o Boeing 737-8 MAX, da Ethiopian Airlines, tomará  todas as medidas necessárias para assegurar a segurança dos passageiros, acrescentando que como medida de precaução, EASA emitiu hoje (12) uma directiva, efectiva a partir das 19.00 GMT (mesma hora em Lisboa), suspendendo todos os voos de todos os Boeing 737-8 MAX e 737-9 MAX na Europa.

Em complemento, a EASA emitiu Directiva de Segurança, efectiva à mesma hora, suspendendo todos os voos comerciais realizados por operadores de países terceiros dentro, ou fora da UE, dos modelos mencionados.

O fecho do espaço aéreo europeu pela EASA surge na sequência de vários países terem fechado o espaço aéreo a aeronaves Boeing 737-8 MAX.

Recorde-se que a Irlanda, França, Alemanha, Reino Unido, Austrália, Omã, Singapura, China, Indonésia, Coreia do Sul e Mongólia proibiram, antes desta directiva, voos daquele modelo da Boeing nos seus espaços aéreos.

Por outro lado, algumas empresas de aviação decidiram manter os Boeing 737-8 MAX em terra. Entre as empresas que optaram por suspender os voos do Boeing 737-8 MAX estão a Norwegian, o Icelandair Group, o Tui Grupo (a maior operadora de turismo do mundo), a Aerolineas Argentinas, a Aeroméxico, a brasileira Gol, a indiana Jet Airways, a marroquina Royal Air Maroc e a própria Ethiopian Airlines.