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Há uma crescente procura pelo turismo gastronómico, onde se inclui a vertente vínica. Mas há que ter em atenção ao que os turistas procuram: antes de mais autenticidade. E, no caso da Bairrada, isso passa muito por uma casta específica, a Baga. Esta foi uma das mensagens do congresso “Baga: a casta, o vinho, a região”, que decorreu na passada sexta-feira, em Cantanhede.  Sobre o tema Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, relembrou a existência de oito enoturismos na região: Casa de Mogafores, Aliança Underground Museum, Rei dos Leitões, Curia Palace Hotel, Adega Camalargo, Quinta das Bageiras, Museu do Vinho e Adega Cooperativa de Cantanhede.

O enoturismo, nas palavras de Pedro Machado, é um dos cinco turismos temáticos em que o Centro está a investir (os restantes são o turismo rural, turismo cultural, turismo religioso e ecoturismo). Há, por isso, que pensar nas vantagens do enoturismo, trabalhá-las em conjuntos com outras vertentes, como a gastronomia e a cultura, e adaptá-las ao novo perfil de turista. Apresentar produtos diferentes e diferenciadores. E, com isso, aproveitar a taxa de crescimento verificada este ano, em que a região Centro atraiu 6,5 milhões de visitantes, dos quais 48% vieram do mercado externo e onde se destacou o Brasil, os Estados Unidos da América e o Canadá.

Entre as vantagens do enoturismo o presidente do Centro de Portugal aponta não só as viradas para o turista, mas também as direccionadas para as adegas/produtores, dado que promovem as suas marcas e produtos e conseguem realizar vendas directas. Mas, mais do que isso. Quando a experiência assenta em (boas) histórias isso transforma o turista em embaixador da região/país. Mas isso só será possível se houver uma maior preocupação dos produtores em partilharem as suas histórias. São estas que cativam os consumidores/turistas e fazem com que determinada viagem se torne memorável.

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