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O primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, registou um crescimento mais moderado  no que concerne ao número de registos do alojamento local. No entanto, verificou-se um abrandamento na cidade de Lisboa, onde houve uma quebra de 60%.

Segundo Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), este crescimento mais moderado é, acima de tudo, um sinal de maturidade do mercado e um ajuste que era esperado.

De acordo com os dados da ALEP, no primeiro trimestre de 2015 houve 2.321 novos registos de alojamento local em Portugal, número que aumentou, ligeiramente, para 2.364 em igual período de 2016 e para 2.677 no mesmo período de 2017, verificando-se um grande impulso no primeiro trimestre de 2018, com 5.518 novos registos, número que caiu para 3.283 nos primeiros três meses deste ano.

Refere a ALEP que os dados registados este ano em Lisboa representam o número de registos mais baixo no primeiro trimestre desde 2015, quando o novo sistema de registos entrou em vigor, uma vez que nos três primeiros meses de 2015 houve 603 registos, em igual período de 2016 aumentou para 619 novos estabelecimentos, em 2017 houve 632 e em 2018 subiu para 1.123, enquanto este ano o crescimento desceu para 478 registos.

De salientar ainda, diz a ALEP, o abrandamento do ritmo de crescimento do alojamento local em Lisboa atingiu quase todas as freguesias da capital, inclusive nas regiões vizinhas às zonas de suspensão onde se dizia que os registos iriam explodir mas que tal não aconteceu, pelo contrário.

Em vigor desde 21 de outubro de 2018, as alterações legislativas ao regime do alojamento local determinam que as câmaras municipais e as assembleias de condóminos podem intervir na autorização do exercício da actividade, permitindo a fixação de “áreas de contenção” para “preservar a realidade social dos bairros e lugares”.