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O ano de 2018 vai entrar para a história da Ryanair como um ano negro.

Uma onda de greves, alterações na política de bagagem e a previsão de encerramento de bases na Europa, junta-se à saída de pessoal que, pelos vistos, continua este ano.

De acordo com informações dos sindicatos mais de 1.100 pilotos e 200 tripulantes de cabina de passageiros (TCP) que operam nas bases da low cost irlandesa em vários países têm-se “transferido” para outras companhias.

Refira-se que no caso dos pilotos, as novas oportunidades estão na Norwegian Air – embora com alguns graves problemas mas com uma possível reestruturação -, na espanhola Wamos Air (antiga Pullmantur Air) e em muitas companhias aéreas chinesas.

Por sua vez, os tripulantes de cabina estão a optar pela easyJet, Norwegian e Evelop.

A companhia aérea irlandesa passa, como se costuma dizer, a ‘batata quente’ para o seu principal rival, a Norwegian, e desmente os sindicatos.

A Ryanair defende seu compromisso com o emprego e garante que, este ano, vai contratar mais de 1.000 pilotos e 3.000 tripulantes. Anuncia num seu comunicado (de guerra ?) que hoje, a Norwegian está a fechar bases e estamos a receber muitos pedidos de pilotos desta companhia que se querem juntar Ryanair. Este ano, vamos contratar mais de 1.000 pilotos e 3.000 tripulantes de cabina na Europa para resolver as nossas necessidades para o crescimento e temos uma extensa lista de pilotos e tripulantes que queiram trabalhar connosco.

O facto é que, segundo vários analistas e estudos internacionais – e até pelas previsões da Boeing e Airbus -, não irá haver falta de trabalho para os pilotos durante, no mínimo, a próxima década. Contudo, já será um pouco difícil fazer vaticínios no que diz respeito aos tripulantes de cabine.

L.M.